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terça-feira, outubro 24

Resenha: ''Baby Driver''

Baby Driver (Sony, 2017) é escrito e dirigido pela mente criativa de Edgar Wright, conhecido por sua trilogia divertidíssima do ''Sangue e Sorvete'' estrelada nas telonas pela dupla Simon Pegg e Nick Frost e também por sua adaptação de ''Scott Pilgrim VS. the World (2010).'' O filme (Já em cartaz nos cinemas) combina elementos magistrais de thriller, musical e comédia para entregar uma obra excêntrica, emocionante e eletrizante do ano. Seu enredo não tem nada de original, mas sua composição sim.


Resultado de imagem para Baby Driver cartaz
Avaliação do Crítico:
★★★★★
5,0 de 5,0 
|Perfeito|
Baby (Ansel Elgort), um jovem maestro atrás do volante que atua como um piloto-de-fuga-hardcore para um "chefe do crime", Doc (Kevin Spacey). Não é uma vida que ele quer, mas como ele tem uma dívida com o Doc, não há outra opção senão fazer o que ele disse ou arriscar as consequências. Ao não ajudar os criminosos a fugir de roubos, Baby gasta seu tempo mixando e construindos músicas em torno de gravações vocais e saindo para jantar em uma lanchonete local, onde ele se encontra - e quase imediatamente se apaixona  por Deborah (Lily James), uma garçonete que compartilha sua paixão pela música. 

Baby não pode funcionar sem um dos seus muitos iPods, música explodindo no ouvido para afogar o zumbido que sofre como resultado de um acidente de carro mortal que matou seus pais. Seu sonho é que eles possam pegar a estrada e viver clandestinamente, porém feliz - é se ele pode ficar vivo o suficiente para que isso aconteça. A Música é viva e respirante nas mãos de Steven Price que seleciona hits do Queen, Beck, The Beach Boys, Carla Thomas, Barry White e entre outros que aparecem com vigor, com uma trilha sonora como nenhuma outra sequência de ação que são coreografadas como uma dança elegante e assombrosa que nunca deixa de surpreender. 

Resenha: ''Sacred Hearts Club'' - Foster the People.



Em 2011, hits como ''Pumped Up Kicks'', ''Helena Beats'' e ''Houdini'' deram voltagem a uma jovem banda com uma excelente vibração em seu disco de estreia, ''Torches''.  Entretanto, Foster The People não só iniciou uma fase experimental para o indie, como em contrapartida descobriu que o grupo evitou que o seu agradável som não só fosse de faixas experimentais, fluorescentes e com base no groove da década de 70. E essa essência não se perdeu até hoje.

Sacredheartsclub.jpg
Nota do ILuztres:
4/5 stars4/5 stars4/5 stars
3,2 de 5,0
'Sacred Hearts Club' (Columbia, 2017) é o terceiro disco de estúdio da banda produzido pelo vocalista e compositor Mark Foster e pelo tecladista Isom Innis, juntamente com Josh Abraham, Lars Stalfors e Oligee. O disco tem como abertura a faixa  ''Pay the Man'', com uma sonoridade que mergulha no Hip Hop com sintetizadores. A canção é sobre como navegar o mundo com pessoas que você ama, especialmente em tempos difíceis e o quanto as pessoas são vulneráveis. Mais importante ainda, o coro nos lembra que não importa o quanto o tempo será difícil , mas as coisas vão melhorar. É uma faixa instrumental e é melhor capturada pelo fim do refrão, onde a banda incorpora a sua marca: risos editados (coincidentemente ouvido em faixas como "Don't Stop" do disco 'Torches') em  um som clássico da Filadélfia, dando a canção um elemento atemporal e mantendo o aspecto único do som da banda. Em seguida, a faixa ''Doing it the Money'' surge com uma pegada pop e simplesmente inspiradora e envolvente. A canção é distintamente diferente do estilo de verso para o coro; os versos são falados ritmicamente a uma única batida, enquanto o refrão é otimista e inspirado instrumentalmente. As letras referem-se a viver a vida ao máximo e sendo conduzido por experiências, sejam positivas ou negativas, com o uso do dinheiro. Uma crítica da banda ao capitalismo. Além disso, o título da canção é enganosa; ao mesmo tempo que sugere um tema que é comum entre canções de  pop tocadas nas rádios, o assunto real da canção retrata algo em contraste com o que é sugerido pelo título. A letra diz "não fazê-lo para o dinheiro"; Assim, o título da canção é para ser irônico. ''Sit Next To Me'' surge brilhantemente dinâmica, um pop excentricamente envolvente. A canção é sobre o autor, nesse caso o Mark Foster, tentando alcançar sua amada, talvez uma ex-amante,  para recomeças e fazer as coisas direito e deixando a relação fluxo entre si.

Resenha: "Something to Tell You" - HAIM


Something To Tell You Haim.png
Nota do ILuztres:
4/5 stars4/5 stars4/5 stars4/5 stars
4,0 de 5,0.


Something to Tell You (Polydor, 2017) é o segundo disco de estúdio das irmãs americanas do grupo HAIM. Depois de anos na estrada, as três irmãs - Danielle, Este e Alana - encontraram muita inspiração para aplicar uma arte viva bem aprimorada no estúdio. 

Elas se reuniram com o assistente de mesa Ariel Rechtshaid e evitaram truques de produção. O resultado final é um registro recheado de sintetizadores cintilantes e letras adoráveis que definiram sua estreia e a grande aceitação pela crítica especializada.
O disco tem como abertura a faixa "Want You Back", simplesmente impulsionada por elementos instantâneos como palmas, acordes de violão, piano e uma assinatura rápida e troca de vocais das irmãs. A canção é sobre perder alguém amado e querê-lo de volta a qualquer custo. Em seguida, ''Nothing's Wrong'' surge ao melhor estilo ''Fleetwood Mac''. Além disso, a canção começa com excelentes riffs de guitarra. E liricamente sua narrativa abrange o fato de lidar com voltar a turnê e perceber que algo mudou em um relacionamento: "você está dormindo de costas, talvez você não queira admitir a si mesmo que algo está errado''.




A faixa ''Little Of Your Love'' que poderia ser algo do Tom Petty no final dos anos 70 ou o choque no início dos anos 80. Uma canção como uma ótima vibe-rock.
Em ''Ready For You'' conseguimos captar uma mera semelhança com algo produzido pelo George Michael. Porém é algo diferente do que estamos acostumados a ouvir das irmãs.  Seja pela temática ou pelos acordes. Liricamente, a canção toma um rumo diferente das faixas anteriores, dessa vez o eu-lirico não está pronto para um relacionamento, pelo fato dos erros cometidos nos relacionamentos passados.  

segunda-feira, outubro 23

Resenha: Contratiempo



O filme segue com uma série de flashbacks enquanto Doria vai dando seu relato a Goodman. E a todo momento coisas mudam, ela como uma ótima advogada vai desenterrando cada detalhe da história até chegar no ponto principal. O final é cheio de revelações, com um ótimo plot twist. Pra quem gosta de suspense e mistério, é uma ótima escolha. O filme é muito bem dirigido, com uma linda fotografia, um roteiro inteligente com ótimos diálogos e atuações excelentes.Tudo está indo muito bem para Adrián Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve uma linda filha e sua amante está bem com o caso dos dois escondido. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Pior, o quarto é trancado por dentro e não tem nenhuma maneira de entrar ou sair. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior.

O nevoeiro | A série

Em uma pequena cidade americana, um nevoeiro muito denso e estranho surge do nada. A principio as pessoas acham que é apenas um evento da natureza, até coisas ruins começarem a acontecer. Pessoas morrendo, tendo alucinações, violentas e atacando outros. O foco é a família Copeland, que está passando por uma crise bem antes do nevoeiro chegar a cidade, mas vemos outros personagem de igual importância. Kevin Copeland, que está na delegacia, no momento que o nevoeiro aparece, decide ir atrás da sua esposa e filha, que estão presas no shopping com diversas outras pessoas. Todos eles ficam em locais fechados para se proteger do nevoeiro. A medida que Kevin vai tentando chegar até sua família, ele vai encontrando outras pessoas e entendendo um pouco sobre o que é o nevoeiro. 

Quem é o sonhador?

O Retorno trouxe grandes nomes das primeiras temporadas, mas também nos apresentou novos personagens e um elenco inédito. Já nos primeiros episódios temos o casal Sam e Tracey, vividos por Bem Rosenfield, não me lembro de ter visto nada dele antes... E a linda Madeline Zima, que trabalhou em Californication, mas para mim sempre será a pequena Grace Sheffield de The Nanny. Nesse começo também temos Ashley Judd como a misteriosa secretária Beverly, muita gente pode ter a lembrança mais recente de Judd como a mãe da Tris (Shailene Woodley) na saga Divergente.  

Durante os próximos 17 episódios o elenco ganhou alguns nomes relevantes e outros nem tanto, e algumas participações relâmpago sem muita relevância na trama, mas que valem ser citadas, como Michael Cera, que interpreta o curioso filho de Lucy e Andy (um personagem tão excêntrico quanto os pais), e Monica Bellucci, como Monica Bellucci, afinal ela não precisa ser nada além disso (apenas exista Monica). Entre os mais relevantes, na minha opinião e memória, estão:

O incrível artista David Bowie revive seu personagem na trama. Phillip Jeffries apareceu em Twin Peaks: Fire Walk with Me, filme ligado à série, e retorna na nova temporada. Infelizmente Bowie nos deixou e seu papel precisou ser ajustado, com as cenas iniciais gravadas e com direitos liberados para uso, nos últimos episódios Jeffries aparece como uma chaleira sobrenatural que solta fumaça e apenas ouvimos sua voz, agora pertencente a Nathan Frizzell.

Laura Dern, como a até então desconhecida, Diane, para quem eram enviadas todas as gravações do agente Cooper nas primeiras temporadas. Diane se torna uma das personagens chaves nesse retorno, a única mulher capaz de identificar o verdadeiro Cooper, personalidade forte e misteriosa, um figurino e maquiagem muito bem trabalhado e uma virada importante para a história e teorias.

Os Jones, a família de Dougie, uma das versões do agente Cooper. Pierce Gagnon como o pequeno Sonny Jim e Naomi Watts como a sempre racional Janey-E. Como parte do núcleo de Las Vegas, Janey-E é responsável por “direcionar” boa parte dos movimentos de Dougie, a vida por trás da porta vermelha sofre uma reviravolta desde a visita de Dougie ao cassino dos irmãos Mitchum.

Os grandes Robert Knepper e James Belushi dão vida aos irmãos Mitchum. Como donos do cassino, eles resolvem investigar o vencedor Dougie, que quase leva o negócio a falência. Sempre acompanhados das belas Sandie, Candie e Mandie, vivida pela brasileira Andréa Leal, os Mitchum acabam envolvidos em todo o mistério do agente Cooper, o que os leva até Twin Peaks.  

Em Twin Peaks temos Eamon Farren vivendo Richard Horne, filho de Audrey Horne e supostamente de uma das versões do agente Cooper. Robert Forster como o novo Xerife Truman, irmão de Harry. O saudoso Dean Stanton, que nos deixou recentemente, como o “bom vizinho” Carl Rodd. O corrupto detetive Fusco vivido por Eric Edelstein. Caleb Landry Jones, que conheci por sua atuação em Corra!, faz o confuso e agressivo Steven, marido da filha de Shelly, Beck Burnett, interpretada pela adorável Amanda Seyfried.

Ainda em Twin Peaks temos dois personagens que fogem da normalidade, em um nível mais alto que os otros. Jake Wardle vive o jovem Freddie, que possui uma luva verde presa a mão e que lhe dá uma força extrema, praticamente uma mão Hulk. E temos Naido, a garota sem olhos encontrada perto de um dos vortex, que acaba se revelando bem mais importante na trama do que o publico esperava, interpretada pela japonesa Nae Yuuki.

O consagrado Tim Roth faz o assassino Gary Hutch, sempre acompanhado de Chantal Hutchens, vivida por Jennifer Jason Leigh. Os dois estão sob o mistério, alimentado pela falta de informação, que envolve alguns personagens, são bem trabalhados e me garantiram algumas risadas.

No FBI, acompanhando Gordon e Albert, temo a agente modelo Tammy Preston, interpretada por Chrysta Bell. Quando digo modelo, não me refiro ao fato dela ser uma boa agente, mas sim as poses, Chrysta sempre está em uma bela pose nas cenas em que fica parada, sempre pronta para fotos.

Além dos novos nomes, gostaria de deixar um registro da minha felicidade ao ver dois personagens das primeiras temporadas que fizeram o Retorno: David Duchovny, meu eterno Fox Mulder, vivendo novamente a linda Denise Bryson e a minha querida Sherilyn Fenn vivendo Audrey Horne e novamente dando aos fãs material para teorias sobre Twin Peaks.


A parte musical do show também conta com novidades, além da clássica música de abertura e da bem escolhida trilha sonora, temos as apresentações no fim dos episódios. Chromatics, The Cactus Blossoms, Au Revoir Simone, Trouble, Sharon Van Etten, Nine Inch Nails, Hudson Mohawke, Rebekah Del Rio, James Marshall (o James), Lissie, The Veils, Eddie Vedder e Julle Cruise são os responsáveis pelas músicas que acompanham os (muito completos) letreiros finais subindo na tela.

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